Consciência dos corpos caídos
Mistério veredicto de pura Guerra
A Semente nesta Chama.
Toca-me!...
Como um Rio, apenas uma coisa
Ruas de ódio em sonhos meus
Ser um Deus e um Ser.
A Justiça nas asas de um Anjo
Até ao Infinito Sol
A União, Esperança, o Sangue a crepitar.
O Corpo cai no meio da Selva
Pedaços de Tentação num Paraíso de Vida…
Ainda a Voz.
Sem limiares de Sofrimento nem fragmentos de Missão
O talismã da tua passagem em mim
O sabor do Mar do fundo do meu Corpo amado.
No fundo do copo, a felicidade que assombra a Alma
Ser mais forte que a Luta da luta da própria Alma
E uma força, a bravura de se sentir sozinho na estrada.
Perdido… Noutro Caminho, noutro rumo.
Mas não são meus os reflexos do Luar.
Nem pedras preciosas os sentimentos que perduram
Nem Certezas que fogem por entre os dedos,
E a promessa de voltarem ou as certezas ou as perguntas
Com a promessa de se moverem do momento.
E enquanto chove partes sem dizer Adeus,
O Desejo de ficar a teu Lado, é agora apenas uma Saudade,
Que percorre outros Trilhos lá longe por trás do Sol.
E um Dia enquanto chorava com a Saudade
Uma noção de Dor permaneceu.
O teu olhar, o teu sorriso depressa me iluminaram,
E por entre as nuvens negras deste meu Ser
O teu Espírito ficou a noite inteira,
Ficou durante mais um dia, durante mais um Luar
E Partiu…
Deixando um Beijo como Saudade e uma Palavra como Destino.
quarta-feira, 2 de maio de 2007
quarta-feira, 25 de abril de 2007
P'ra lá das Montanhas...
P’ra lá das Montanhas, esconde-se o Sol.
Essa Estrela que nunca vimos antes,
E que sempre desejámos.
O Anoitecer pede mais Vida,
Mas e o Medo?
O medo que sobressai na escuridão
O medo de perdermos as nossas essências.
Palavras não nos faltam para descrever a amargura e a Vontade de Viver,
Mas há muito que as palavras foram proibidas,
Não as querem nos Livros da nossa História.
Que infames são as trevas deste nosso mundo,
Sem Palavras, nem Sol, nem… Liberdade.
Mas que é isto de Liberdade
Para Homens que nunca viram o sol e vivem com medo da sombra,
Que palavra é esta que não é censurada nem tirada dos Livros.
A União dos Mortais quer Viver,
As sombras morreram para sempre e a Voz fez-se ouvir.
As Pombas brancas voam de novo,
E os Cravos colhidos á beira-rio
Foram os eleitos para a Revolução.
A Bravura dos Soldados dá um novo alento ao País.
De novo, com muita Luta
Respira-se ar puro, que durante anos estava p’ra lá das Montanhas.
Respira-se Liberdade, Respira-se Vida.
E quando as Trevas e a Solidão voltarem,
Cá estaremos para Lutar como os bravos Soldados,
Cá estaremos para Lutar pela Liberdade.
Essa Estrela que nunca vimos antes,
E que sempre desejámos.
O Anoitecer pede mais Vida,
Mas e o Medo?
O medo que sobressai na escuridão
O medo de perdermos as nossas essências.
Palavras não nos faltam para descrever a amargura e a Vontade de Viver,
Mas há muito que as palavras foram proibidas,
Não as querem nos Livros da nossa História.
Que infames são as trevas deste nosso mundo,
Sem Palavras, nem Sol, nem… Liberdade.
Mas que é isto de Liberdade
Para Homens que nunca viram o sol e vivem com medo da sombra,
Que palavra é esta que não é censurada nem tirada dos Livros.
A União dos Mortais quer Viver,
As sombras morreram para sempre e a Voz fez-se ouvir.
As Pombas brancas voam de novo,
E os Cravos colhidos á beira-rio
Foram os eleitos para a Revolução.
A Bravura dos Soldados dá um novo alento ao País.
De novo, com muita Luta
Respira-se ar puro, que durante anos estava p’ra lá das Montanhas.
Respira-se Liberdade, Respira-se Vida.
E quando as Trevas e a Solidão voltarem,
Cá estaremos para Lutar como os bravos Soldados,
Cá estaremos para Lutar pela Liberdade.
Grândola, Vila Morena
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra de uma azinheira
Que já não sabia a idade
Letra da música de: José Afonso
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra de uma azinheira
Que já não sabia a idade
Letra da música de: José Afonso
terça-feira, 24 de abril de 2007
E Depois do Adeus
Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder.
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci.
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor
Que aprendi.
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.
Letra da Música de: Paulo de Carvalho
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder.
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci.
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor
Que aprendi.
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.
Letra da Música de: Paulo de Carvalho
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Pedra Filosofal
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
António Gedeão
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
António Gedeão
sábado, 21 de abril de 2007
Mais uma semente deitada na Terra,
Mais uma lágrima no escuro da solidão.
Se existe Paz, porque permanecemos em Guerra.
Somos bichos inundos na escuridão.
Porque brilha o Sol, porque brilha a Lua
Se a Terra encobre o brilho,
E apaga as cores da imaginação.
Porque é que Deus é perfeito e o Homem não o é,
Inventaram-se as balas e o sangue escorrido
Soldados feridos, nações erguidas nos escombros.
Se o é, se o não é.
Espécie protegida que não vê, que não come
Mas que ilumina.
Se não é um Deus.
Não é um Homem.
Então porque desejamos a Vida,
Se o Viver é apenas um verbo e um jogo de mistério e faz de conta,
Se o Viver não escolhe Corpo nem Força,
Viver é apenas um Verbo que vêm no dicionário da Alma.
Mais uma lágrima no escuro da solidão.
Se existe Paz, porque permanecemos em Guerra.
Somos bichos inundos na escuridão.
Porque brilha o Sol, porque brilha a Lua
Se a Terra encobre o brilho,
E apaga as cores da imaginação.
Porque é que Deus é perfeito e o Homem não o é,
Inventaram-se as balas e o sangue escorrido
Soldados feridos, nações erguidas nos escombros.
Se o é, se o não é.
Espécie protegida que não vê, que não come
Mas que ilumina.
Se não é um Deus.
Não é um Homem.
Então porque desejamos a Vida,
Se o Viver é apenas um verbo e um jogo de mistério e faz de conta,
Se o Viver não escolhe Corpo nem Força,
Viver é apenas um Verbo que vêm no dicionário da Alma.
quinta-feira, 19 de abril de 2007
Renascer... na Alma
Renasço da beata de um cigarro
O Limiar é fraco, é imprudente,
O Céu deslumbra-se no teu olhar
Enquanto que o Mar beija a Lua.
As tuas lágrimas caem na Esperança do Amor,
Na Esperança de te tornares uma alma feliz.
Nas entranhas do meu Ser
Procuro o desejo que sinto por ti,
Nas profundezas do teu sorriso
Alguém te procura, alguém te quer salvar.
Todos os dias passam,
Todos os dias, a Alegria e o Amor te batem á porta
Mas nem sempre estão fascinados pelos sentimentos
Nem sempre pensam na tua tristeza,
Mas no Amor…
Nos desejos profundos,
Nas palavras ditas por Ti.
Nos teus Sonhos, Onde te procuras.
Onde está a Vida?
Onde está o Amor?
Talvez na tua Alma.
Talvez no teu Coração.
O Limiar é fraco, é imprudente,
O Céu deslumbra-se no teu olhar
Enquanto que o Mar beija a Lua.
As tuas lágrimas caem na Esperança do Amor,
Na Esperança de te tornares uma alma feliz.
Nas entranhas do meu Ser
Procuro o desejo que sinto por ti,
Nas profundezas do teu sorriso
Alguém te procura, alguém te quer salvar.
Todos os dias passam,
Todos os dias, a Alegria e o Amor te batem á porta
Mas nem sempre estão fascinados pelos sentimentos
Nem sempre pensam na tua tristeza,
Mas no Amor…
Nos desejos profundos,
Nas palavras ditas por Ti.
Nos teus Sonhos, Onde te procuras.
Onde está a Vida?
Onde está o Amor?
Talvez na tua Alma.
Talvez no teu Coração.
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