segunda-feira, 7 de julho de 2008


Também eu gosto do Mar,

Só não sei quando vai voltar.

Talvez um dia...

Tavez um Sempre...

Só o Mar deverá voltar

terça-feira, 1 de abril de 2008

Passos...


As palavras ficam sem sentido.
Apenas nós, Corpos.
Apenas nós, Almas.
Enquanto tomo um Copo de Ti,
As pessoas passam perante a janela
Com as suas Vidas, com os seus gostos e desgostos.
Passam a assobiar, a rir e a acenar.
As pessoas vivem, não temendo o que se passa do outro lado da Casa.

Ainda o mesmo antídoto.
Se o Céu não precissa-se de errar,
Quem seríamos nós?

Caras, tenho muitas,
As que forem precisas.
Não importa o limite,
Apenas a descoberta.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Momento de Vida em Mim

Tudo agora pertence a um imaginário de figuras.
Os seres que eu consigo ver, as Almas que eu consigo tocar,
As imagens e os Corpos que me restam.
Tudo faz parte de coisas que eu não consigo ver.

O abrir de portas é inóspito.
Percorro vários lugares até chegar ao vazio.
Pedem-me Palavras, Pedem-me para que eu seja um pouco de mim.
Um pouco louco, um pouco de luta pelas horas que hão-de passar.
As horas em que podia estar longe,
As horas em que podia satisfazer o meu Corpo e preencher a minha Alma.

As lembranças de tempos [In] úteis.
A lembrança de arriscar, de fazer tudo menos o querer ser feliz.
As lembranças de tempos em que prendia os meus olhos, em que prendia o meu olhar.
Tudo isto já não me resta, tudo isto já pertence a um sítio que não é meu.

O poder e o querer fazer,
O querer e o não deixar fazer.
Um duelo de coisas sem valor,
Um duelo que dura dentro de mim já há muito.
Mas ainda o fazer, o deixar tudo e o dever de o fazer.
Mesmo que fique sem nada,
Mesmo que fique sozinho por entre a escuridão,
Tenho que o fazer.
Porque se não o fazer não me juntarei aos seres felizes,
Nem me tornarei, nem deixarei quem quer ser feliz.


E depois o Encontro…


Depois de ter estado tão perto,
Depois de ter tocado o fruto proibido,
Depois de ter ido ao Verde dos Campos e voltado,
Depois de ter feito tudo e não ter feito nada.
Recordo-me que já fui gente,
Apesar de não ter tido o tempo e a raiz suficiente.
Mas depois do tudo e depois do nada,
Recordo-me do momento,
Da Força que fiz naquele momento.
Do Poder que fiz para que aquele momento nunca acabasse.
Mas naquele momento,
Deus não quis que eu fosse e que deixa-se o Ser Feliz.


O Regresso…


[Não é nenhuma manhã de Nevoeiro,
Nem eu sou um Rei que partiu para a Guerra.]

Depois do Tempo ter passado,
Depois das Palavras terem acabado,
Decidi que o voltar a falar era o ideal.
Se o tempo já tinha passado, se a Esperança já tinha passado então era o melhor a fazer
Regressar ás Palavras, Regressar ao sentido do destino dos actos.
Voltar a sorrir e a Olhar para quem me tirou de mim e me deu um Momento de Vida em Mim.

Uma outra forma de Renascer


Fotografia retirada de: