quarta-feira, 23 de maio de 2007

Os jovens do meu dia-a-dia

A maioria dos jovens que costumo observar no meu dia-a-dia são como uma moeda, possuem dois lados totalmente contraditórios. Num dos seus lados estes jovens são muito amigos dos amigos da fortuna, uma fortuna que acaba por ser a entrada num grupo de adolescentes que não se dá nem sequer ao respeito. Neste mesmo lado os tais adolescentes comentam e criticam as roupas e as várias maneiras de vestir de quem passa por eles, mas se fosse só isso mal ou menos. O problema destes jovens é que se julgam os donos do mundo e de tudo que é visível no mesmo. Criticam quem passa por eles se tem roupas de marca, se se veste bem, se é gordo, se é magro, etc. O problema deles é o seu outro lado. Se de um certo modo num momento estão a dizer mal deste ou daquele, no momento a seguir quando estiverem junto destas pessoas já estão cheios de “carinho” (digamos assim) e de falinhas mansas. Este é sem dúvida um dos problemas destes jovens do meu dia-a-dia. Sem respeito não se vai a lago nenhum e se eles não respeitam os outros como é se vão respeitar a si próprios? Estes “moços” são cada vez mais um problema numa sociedade que vive na afronta e sem [R]evolução. Um outro tipo de gentes deste meu dia-a-dia é os chamados “meninos bonitos”. Estes meninos têm tudo o que querem e o que não querem. Ora é telemóveis novos de dois em dois meses, ora é um par de ténis para cada dia da semana, visto que têm isto tudo e mais alguma coisa em seguida andam aí aos pontapés a comida, esta mesma comida que podia alimentar algumas centenas de pessoas. Então e no momento em que os “papás” não tiverem dinheiro para isto tudo como é que será? Recorrerão a mercados e feiras onde os ciganos gritam que se fartam para ganharem uns trocos? E depois, serão há mesma aceites na sociedade, que cada vez é mais materialista? E depois, ainda pensarão que são donos do mundo? Por favor... Por favor não deixem cair esta sociedade numa esfera recheada de “meninos bonitos” e de jovens com dois lados inversos.


PS: Passem a mensagem, provavelmente se a mesma passar teremos uns jovens em melhores condições e uma sociedade muito melhor.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Amor da minha alma, Um Sonho...



Amor da minha Alma,
Paixão do meu Ser.
Uma vontade enorme em te tocar,
Abrange a minha mente e o meu pensamento,
Pego no teu Corpo e beijo-te, com a maior força do Espirito.
Percorro a tua face com uma das minhas mãos,
Estas mãos que já percorreram um pouco de tudo e de nada,
Mas a tua alma é agora o meu Caminho,
Sem passos á minha frente.
Pego numa das tuas mãos e entrelaço-a na minha.
Há beira da Estrada as Sementes crescem e o Rio passa com mais brilho.
Agora só nós e o Caminho de ida pela frente.
Agora só nós a Voar na Rota do Regazijo
Como dois Pássaros a viver em Liberdade.
Percorro de novo a tua face,
E Pego na tua Mão,
Desta vez para dizer que Parti,
E com um Beijo de Despedida
Caiu uma flor sobre o nosso jazigo.
Foi um Sonho... Apenas isso...
Sem Força, Sem Luta, Um Sonho.


Para Ti...

terça-feira, 15 de maio de 2007



Tentei ficar contigo na Mão
Quis subir, Quis saber.
Por Gritar sem ouvir
Quando tu habitas-te o Resto de mim...












O Silêncio, o Sofrimento
É como Ganhar e Perder.
Em Teu Corpo uma flor
Fica Apenas em ti...
Apenas em Ti...














Uma Lágrima, Um Ser.
Um Olhar, um Destino.







quarta-feira, 2 de maio de 2007

Deixando um Beijo como Saudade e uma Palavra como Destino

Consciência dos corpos caídos
Mistério veredicto de pura Guerra
A Semente nesta Chama.
Toca-me!...
Como um Rio, apenas uma coisa
Ruas de ódio em sonhos meus
Ser um Deus e um Ser.
A Justiça nas asas de um Anjo
Até ao Infinito Sol
A União, Esperança, o Sangue a crepitar.
O Corpo cai no meio da Selva
Pedaços de Tentação num Paraíso de Vida…
Ainda a Voz.
Sem limiares de Sofrimento nem fragmentos de Missão
O talismã da tua passagem em mim
O sabor do Mar do fundo do meu Corpo amado.
No fundo do copo, a felicidade que assombra a Alma
Ser mais forte que a Luta da luta da própria Alma
E uma força, a bravura de se sentir sozinho na estrada.
Perdido… Noutro Caminho, noutro rumo.
Mas não são meus os reflexos do Luar.
Nem pedras preciosas os sentimentos que perduram
Nem Certezas que fogem por entre os dedos,
E a promessa de voltarem ou as certezas ou as perguntas
Com a promessa de se moverem do momento.
E enquanto chove partes sem dizer Adeus,
O Desejo de ficar a teu Lado, é agora apenas uma Saudade,
Que percorre outros Trilhos lá longe por trás do Sol.
E um Dia enquanto chorava com a Saudade
Uma noção de Dor permaneceu.
O teu olhar, o teu sorriso depressa me iluminaram,
E por entre as nuvens negras deste meu Ser
O teu Espírito ficou a noite inteira,
Ficou durante mais um dia, durante mais um Luar
E Partiu…
Deixando um Beijo como Saudade e uma Palavra como Destino.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

P'ra lá das Montanhas...

P’ra lá das Montanhas, esconde-se o Sol.
Essa Estrela que nunca vimos antes,
E que sempre desejámos.
O Anoitecer pede mais Vida,
Mas e o Medo?
O medo que sobressai na escuridão
O medo de perdermos as nossas essências.
Palavras não nos faltam para descrever a amargura e a Vontade de Viver,
Mas há muito que as palavras foram proibidas,
Não as querem nos Livros da nossa História.
Que infames são as trevas deste nosso mundo,
Sem Palavras, nem Sol, nem… Liberdade.
Mas que é isto de Liberdade
Para Homens que nunca viram o sol e vivem com medo da sombra,
Que palavra é esta que não é censurada nem tirada dos Livros.
A União dos Mortais quer Viver,
As sombras morreram para sempre e a Voz fez-se ouvir.
As Pombas brancas voam de novo,
E os Cravos colhidos á beira-rio
Foram os eleitos para a Revolução.
A Bravura dos Soldados dá um novo alento ao País.
De novo, com muita Luta
Respira-se ar puro, que durante anos estava p’ra lá das Montanhas.
Respira-se Liberdade, Respira-se Vida.
E quando as Trevas e a Solidão voltarem,
Cá estaremos para Lutar como os bravos Soldados,
Cá estaremos para Lutar pela Liberdade.

Grândola, Vila Morena

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra de uma azinheira
Que já não sabia a idade

Letra da música de: José Afonso

terça-feira, 24 de abril de 2007

E Depois do Adeus

Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder.
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci.
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor
Que aprendi.
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.

Letra da Música de: Paulo de Carvalho